The Wilds: série teen do Amazon Prime Video traz discussões atuais (REVIEW)

Imagem: Amazon Prime Video

Na última sexta-feira (11), estreou The Wilds: Vidas Selvagens, no Amazon Prime Video. Criada por Sarah Streicher, com cerca de dez episódios em sua 1ª temporada, a narrativa chamou a atenção do público por trazer uma trama repleta de conflitos intensos e semelhanças evidentes a séries como Lost e a franquia Jogos Vorazes.

Os episódios, intitulados conforme uma progressão de dias das meninas na ilha, foram produzidos, também, por Amy B. Harris, Dylan Clark e Jamie Tarses.

Inicialmente, o espectador pode até achar que está assistindo uma série adolescente comum, mesmo com toda a temática envolta em sua atmosfera. Isso se dá por conta das diversas personalidades vistas em tela que representam clichês corriqueiros.

No entanto, aos poucos, os roteiristas parecem desmistificar suas intenções iniciais, aprofundando-se em angústias e desafios completamente instigantes. Todas as reviravoltas, inclusive, fazem muito sentido e provocam discussões atuais sobre diversos tópicos relevantes.

(Reprodução)(Reprodução)Fonte:  Amazon Prime Video 

Saiba mais sobre The Wilds: Vidas Selvagens, a nova série adolescente do Amazon Prime Video

Assim como em Lost, tudo começa com um acidente. Um avião cai em uma ilha deserta e as sobreviventes precisam lidar com alguns problemas iniciais e pertinentes à jornada inicial. Vale dizer que as adolescentes estavam indo em direção a um retiro de fim de semana, no Havaí, que teria como tema principal o empoderamento feminino.

Todas as meninas são muito diferentes entre si e isso já ajuda a criar algumas tensões e diálogos bastante curiosos. Nesse contexto, os espectadores conhecem as particularidades iniciais de Leah (Sarah Pidgeon), Shelby (Mia Healey), Rachel (Reign Edwards), Nora (Helena Howard), Dot (Shannon Berry), Fatin (Sophia Ali), Martha (Jenna Clause) e Toni (Erana James).

Leah e Fatin, por exemplo, estudam na mesma escola. Esta última é obcecada por moda e mídias sociais, além de ser uma musicista talentosa. Já Rachel é uma mergulhadora extremamente habilidosa, enquanto Martha é bastante solitária. Entre elas também há Dot, que tenta negar sua sexualidade sempre que é questionada.

The Wilds: série consegue driblar clichês e impressionar com a força dramática de seu elenco

(Reprodução)(Reprodução)Fonte:  Amazon Prime Video 

A série de Sarah Streicher poderia não corresponder às expectativas que propõe. No entanto, com um trabalho bastante delicado e complexo, consegue transpor para as telas uma incrível força dramática, evidenciada também pelo seu elenco.

Aos poucos, a produção aborda questões adolescentes muito corriqueiras que se sustentam ao longo dos episódios de uma forma aprofundada. A sororidade entre as meninas também é um ponto de destaque, que mostra, entre outras coisas, como o discurso de empoderamento e de compreensão está cada vez mais presente em nossa sociedade.

Nesse sentido, trazer essa abordagem para a vivência individual de cada uma delas, nesse novo contexto de sobrevivência, é um ponto positivo a ser analisado. Outro fator que também gera bastante interesse na narrativa é que a trama mostra o ponto de vista das meninas por meio de entrevistas a agentes do FBI, que se dão logo após o resgate, desde o primeiro momento.

Com todos esses aspectos levados em consideração, The Wilds: Vidas Selvagens têm elementos criativos muito bem orquestrados em sua concepção e trazem o espectador para dentro da história de um jeito interessante.

Poderia ser um completo desastre, até pelo mais do mesmo que aparentava ser, mas provoca e se completa surpreendendo quem se propõe a dar uma chance.

Você já assistiu a série? O que achou? Conte para nós!

Imagem: Teste Grátis o Amazon Prime
Imagem: Tecmundo Recomenda

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