#AstroMiniBR: veja a imagem mais nítida do coração da Via Láctea

Todo sábado, o TecMundo e o #AstroMiniBR reúnem cinco curiosidades astronômicas relevantes e divertidas produzidas pelos colaboradores do perfil no Twitter para disseminar o conhecimento dessa ciência que é a mais antiga de todas!

#1: O nosso endereço galáctico

Você mora em uma casa de um número qualquer, em uma rua tal de um bairro tal, em uma cidade x de um país y. Em geral, essas informações são suficientes para determinar o endereço de qualquer pessoa no planeta Terra. Mas você sabe qual é o endereço do planeta Terra no Universo? Bom, o Sistema Solar está localizado na Via Láctea, nossa galáxia espiral hospedeira de mais de 100 mil quilômetros de diâmetro. Mais especificamente, o Sistema Solar está localizado a aproximadamente meia distância entre a borda do disco e o centro galáctico, a uma distância de cerca de 27 mil anos-luz deste último. Essa região é chamada de Braço de Órion que, na realidade, é um pequeno ramo de uma estrutura maior composta por dois braços principais. Então, se você quiser dar seu endereço de forma mais completa, poderia falar: casa de um número z, rua tal de um bairro tal, cidade x, país y, planeta Terra, Sistema Solar, Braço de Órion, Via Láctea, Grupo Local, Aglomerado de Virgem, Superaglomerado de Virgem, Universo. Não sabe muito bem o que os últimos itens significam? Esses ficam para curiosidades futuras!

#2: A complexidade do coração da Via Láctea

Na última quarta (26), o Observatório de Radioastronomia da África do Sul (SARAO, da sigla em inglês) divulgou uma nova imagem do centro da nossa galáxia obtida pelo telescópio MeerKAT. A imagem sem precedentes mostra a emissão de rádio da região com uma nitidez e uma profundidade inéditas na história! A emissão de rádio é proveniente de vários fenômenos: estrelas no final de sua vida, grandes regiões de formação estelar e, principalmente, a caótica e turbulenta região em torno do buraco negro supermassivo do centro galáctico. A sofisticação do MeerKAT foi essencial para produzir uma imagem com tamanha qualidade, uma vez que as ondas de rádio penetram na poeira interestelar e a visão dessa região em outros comprimentos de onda costuma ser obscurecida. Observações posteriores com o MeerKAT irão possibilitar o estudo mais detalhado dessas estruturas e, consequentemente, um entendimento aprimorado da formação e evolução da nossa galáxia e das estrelas.

#3: O Inferno de Vênus

O nosso vizinho planetário mais próximo (em aproximação máxima), Vênus é o segundo planeta mais próximo do Sol. É um planeta rochoso, dentro da categoria dos corpos do tipo terrestre ou telúrico. É comumente considerado um irmão da Terra devido às semelhanças em tamanho, composição e massa. Porém, as semelhanças não vão muito além disso: Vênus é um planeta extremo e altamente inóspito! Ele é coberto por uma camada opaca de nuvens compostas de ácido sulfúrico altamente reflexivas, o que impede uma observação direta da sua superfície do espaço. Sua atmosfera é a mais densa entre todos os planetas terrestres do Sistema Solar, o que faz com que as pressões sejam esmagadoras em sua superfície e as temperaturas cheguem facilmente a mais de 400 graus centígrados!

#4: A curvatura da Terra vista em torres de transmissão elétrica

Na história da ciência, um dos experimentos clássico para se demonstrar a curvatura de um corpo curvo baseava-se na utilização de marcadores (como hastes verticais com bandeiras) a uma distância fixa acima da superfície separados igualmente em uma linha reta. A visualização desses marcadores demonstra que, se a superfície for plana, os marcadores também aparecerão em linha reta e, se a superfície for curva (como é o caso do nosso planeta), os marcadores irão aparentar ficar menores, devido ao fato de que suas bases sumirão com a distância. Como as dimensões da Terra são grandes, para esse experimento funcionar, é necessário estender os marcadores por alguns quilômetros para que a curvatura fique aparente. Mesmo sem essa intenção específica, é justamente isso que as torres de transmissão elétrica do Lago Pontchartrain nos Estados Unidos demonstram!

#5: Por esse feito Galileo não pode ser acusado de heresia!

A sonda Galileo da NASA foi lançada em 1989 em direção a Júpiter com o intuito de estudar o planeta e suas luas. Em sua viagem de ida, Galileo fez os registros apresentados no vídeo acima, mostrando a Lua em órbita ao redor da Terra. O vídeo é constituído de 54 imagens coloridas e animados mostrando a conjunção Terra-Lua registradas pela sonda em dezembro de 1992. No início do vídeo, Galileo está a uma distância de 6,15 milhões de quilômetros da Terra e, ao final, a 6,58 milhões de quilômetros. Essa sequência é uma boa demonstração da diferença entre os tamanhos relativos da Terra e da Lua. Com apenas um terço do brilho da Terra, a imagem da Lua foi aprimorada digitalmente para melhorar a visibilidade.

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